Terceiro dia na ICS English!

Esta quarta-feira (28) foi bem interessante, já que conheci um pouco mais sobre a inteligência europeia e japonesa.

A primeira parte da manhã foi dedicada a exemplos de testes que encontramos no Exame de Cambridge, de proficiência, muito importante para qualquer um que deseja ingressar numa universidade britânica. Como os alunos estão quase no mesmo nível de aprendizado gramatical, apresentamos os mesmos erros. Tirando os japoneses, que gabaritaram todos os testes.

Após essa primeira parte, fizemos atividades em dupla. Era para que eu e o espanhol fizéssemos um exercício inocente: identificar figuras e descrever, de acordo com o enunciado, o que estava ocorrendo. Rafa, com uma rapidez surpreendente, conseguiu correlacionar as figuras com o enunciado e apontar qual era a sua visão da opção correta.

Chamou-me a atenção que aquela postura congregadora dos brasileiros, do tipo, dizer “oi” antes de começar uma atividade em grupo, não existe. Rafa foi logo dizendo “eu acho que é assim”. Fiquei pensando como deve ser difícil fazer um europeu entender a filosofia do “trabalho em equipe” apregoado pelas revistas de carreiras. Ou de como ser difícil um brasileiro que lê Você S/A aplicar qualquer dica no dia-a-dia de uma empresa multicultural.

(É importante apontar que a postura do espanhol não foi ríspida ou rude. Este é só um relato do ocorrido).

 Na segunda parte da aula, tivemos bastante conversação. Todos vão entender agora como é que os espanhóis e italianos falam em inglês. Na atividade, era para que me apontassem lugares bacanas para visitar em Norwich.

Rafa: “It’s a good Idea to walk no leito do rio. Sim, “leito do rio”! Eu entendi, obviamente, porque essas palavras espanholas são as mesmas usadas no português. Mas, eles fazem isso todo tempo. Têm uma dificuldade enorme em abandonar o próprio sotaque e a própria língua.

Depois disso, fizemos uma sessão interview e cada um de nós perguntava ao outro o que havia de mais interessante na sua cidade de origem. Foi bem legal, conversei com as garotas da Itália, Espanha e Suíça.

Na última atividade, a professora pediu que Ingrid me ajudasse num questionário, já que eu nunca tinha feito a atividade antes. Ingrid disse “ahãm”. Terminou o teste dela e foi conferir o que eu tinha acertado ou errado. Nem um “precisa de ajuda”? rs. A boa notícia é que não sabia apenas três questões simples sobre o uso do “already” e “just” e o superlativo de “noise”. 

Por último, gostaria de ressaltar que este é um relato de minhas observações e que cada um que fizer um programa de intercâmbio terá as suas descobertas. Para mim, essas experiências estão sendo incríveis! É muito bom observar que estou numa escola realmente de qualidade, onde os professores se aplicam em nos fazer aprender o inglês acadêmico. Somado a isso, estou tendo uma oportunidade única de aprender muito, mas muito mesmo, sobre como as pessoas são diferentes, mas como há algo de semelhante em todos nós.

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