A Copa do Mundo é nossa!

Enfim, o evento tão esperado do ano começou!!

A Copa do Mundo, com suas 32 seleções, chegou mobilizando todos os estudantes, que, em tempos de Mundial, viram amantes do futebol, não importa quanto tenham negado essa paixão nos últimos quatro anos.

E, com intercambistas de tantas partes do mundo, a gente acaba acompanhando todos os jogos, porque é cada um torcendo pelo time de seu país, comemorando ou lamentando os resultados de suas seleções. Que o digam minhas colegas japas, espanholas, italianas e francesas – as três últimas, representantes das seleções consideradas as zebras desta Copa!

Este post será para contar, pois, como eu, até então a única brasileira a se ter registro no leste inglês, estou dando suporte ao nosso time na Copa.

O primeiro jogo foi um pouco depressivo: aconteceu na última terça-feira (15), quando meu amor encerrou sua visita a Norwich. Fiquei uma tarde inteira mergulhada em solidão, sem dar a mínima para a Copa, para o Brasil, para o tosco do Dunga, para as maquinações da CBF, essas coisas.

Mas, foi chegando a hora do jogo e tive que tomar uma posição.

Enfiei-me na minha camiseta verde-amarela com a bandeira do Brasil e, na ausência de brasileiros, chamei substitutos: uma espanhola e dois árabes foram as minhas companhias para torcer pelo Brasil!

No pub The Murderers, tive que agüentar toda uma torcida contrária, que comemorava todo e qualquer contra-ataque da Coréia do Norte. Um desaforo! Do meu lado, ainda tinha Ingrid, espanhola, me dizendo que o Casillas, que a Espanha, porque a Eurocopa, o Barça, blábláblá.

Porém, como o tempo é senhor da razão, ainda naquela semana o mundo descobriu que Espanha não tem nada a ver com o que o Barcelona tem feito no futebol europeu, e a seleção espanhola protagonizou a primeira zebra do Mundial. Coisas de Copa do Mundo.

Nos dias subseqüentes, fiquei acompanhando a Copa via twitter e portal Uol.

Na sexta-feira (18), com todos os estudantes muito empolgados, fomos torcer pela Inglaterra no jogo contra a Argélia, no pub Henry’s, sem saber a árdua tarefa que nos esperava. Descobrimos o porquê a Inglaterra só ganhou um Mundial até hoje, há mais de 40 anos, e porquê ninguém aqui acredita que o time vai chegar nem às oitavas-de-final.

Mesmo com essa descrença, inglês nenhum deixa de torcer pela sua seleção: na sexta à tarde, todas as lojas de bebidas estavam lotadas, gôndolas de cerveja, vazias, e pedestres carregando sacolas e sacolas com conteúdo etílico. Eles, sim, são sofredores e não desistem nunca!

O jogo foi um fiasco, mas a gente se divertiu assistindo aos ingleses assistindo ao jogo.

No sábado, num almoço organizado na casa de uma das estudantes da minha sala, vimos Austrália e Japão. Torcemos pelo Japão, porque temos duas estudantes daquele país na escola. Mas, nossa torcida não foi suficiente para arrancar uma vitória para os asiáticos.

A partida seguinte que assisti da Copa do Mundo foi da nossa gloriosa seleção, numa tarde tipicamente brasileira em Norwich. Acompanhe no próximo post!

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