Quero ser prêmio Nobel

*Este post faz parte de uma sequência de posts sobre viagem a Estocolmo.

Câmara Municipal de Estocolmo

 

Saída para o jardim da Câmara Municipal.

Se me pedissem para construir um prédio que significasse opulência, ergueria o Stadshuset. Construído entre 1911 e 1913, segundo os desenhos do arquiteto Ragnar Östberg, é ali que o Prêmio Nobel é entregue no dia 10 de dezembro de cada ano.

A Câmara de Estocolmo é uma das construções mais importantes da Suécia, em estilo nacional-romântico. O prédio não é aberto a visitas, mas tem tours guiados quatro vezes ao dia, em hora determinada. Juntamos-nos ao primeiro grupo, o das 10h.

O tour começa no grande Salão Azul (que na verdade é vermelho), onde todos os anos acontece o banquete de entrega do Prêmio Nobel.

Tour segue e guia nos leva para a Sala do Conselho, onde reúne-se a assembléia municipal de Estocolmo. Como tudo neste prédio, cada detalhe, cortina, poltrona é a cara da riqueza. O que mais chama a atenção nessa sala é o teto: sua abertura simbólica relembra as cabanas dos tempos dos vikings. As cores, azul e amarelo, lembram o céu, mas também representam a bandeira sueca.

Base da torre.

Caminhamos rapidamente (tudo é rápido nesse tour, nem tempo de fotografar a gente tem!) para a Abobada dos Cem, fantástica. Ali é a entrada de honra da Câmara Municipal e dá acesso ao piso onde ocorrem as festividades. No teto, pintura delicada. Ficaria olhando para esse desenho mágico pra sempre.

Deixamos a Abóbada, passamos pela antecâmara do piso das festividades, a Oval, que foi construída especialmente e unicamente para abrigar tapeçarias francesas.

Andamos pela Galeria do Príncipe, que é usada para as recepções oficiais do município. De um lado da galeria, tem-se uma vista privilegiada do Riddarfjärden, uma parte do lago Malären. Do lado oposto, um afresco, que levou quatro anos para ser feito pelo irmão do príncipe, reproduz a mesma paisagem do Riddarfjärden vista pelas grandes janelas do aposento. Com isso, quando o príncipe recebe convidados para banquetes, convidados de ambos os lados da mesa têm, de certo modo, a mesma vista do lago Malären. (Estes suecos são muito geniais!)

Sala Dourada.

O último ponto do tour é a Sala Dourada, cujo advetivo “dourado” não tem nada de casual. 

Criada para ser um luxuoso aposento de festividades, a Sala Dourada é uma sala de banquetes inteira coberta por 18 milhões de mosaicos de vidro e de ouro. Um escândalo.

Era aqui que aconteciam os banquetes para da premiação do Prêmio Nobel, mas o local ficou pequeno. Hoje, o espaço é dedicado apenas para o baile de gala após o jantar.

Saí de lá planejando qual vai ser o meu feito para ganhar o prêmio Nobel. Imagina! Deve ser muito legal ter um banquete no Salão Azul, um drink na Galeria do Príncipe e um baile de gala na Sala Dourada!

Como será que o Saramago se comportou no meio dessa lambança toda, né? Isso não saía da minha cabeça enquanto caminhava pela Câmara de Estocolmo, essa cidade de abastados.

Mais:
Estocolmo, a capital da Escandinávia.

2 pensamentos sobre “Quero ser prêmio Nobel

  1. Uau! Navegar por palácios, salas douradas!… Um sonho que você partilha conosco. Gracias! Acompanhar você passo a passo, deslumbramento a deslumbramento, é bom demais. Beijo!

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