A casa da família real

*Este post faz parte de uma sequência de posts sobre viagem a Estocolmo.

Palácio Drottingholm

 

No sábado de manhã, decidi pegar um boat até a ilha onde esta localizada  a casa da família real.

Perdi o primeiro barco para a ilha porque não sei interpretar mapas. Nos dias anteriores havia contado com a ajuda gloriosa de Asaka, mas no sábado era cada um por si. Ok, vamos esperar por uma hora sentada nesse banco aqui.

Quando o barco chegou, eu, que fui a primeira a atracar naquele porto, tive que assistir, incrédula, a entrada de umas 60 velhinhas e velhinhos americanos na minha frente. Eram um grupo, explicava o manager do boat.

Ok, só porque eram velhinhas, eu não fiquei tão puta assim. Dentro, o barco me lembrava o filme baseado em livro homônimo de Agatha Christie, Morte no rio Nilo. As janelas, os personagens, a paisagem… agora era só aproveitar pelos próximos 50 minutos!

Infelizmente, o dia estava nublado e eu estava cansada de lago, palácios, coroa, arquitetura barroca e renascentista. No palácio, já estava virando clichê tudo banhado a ouro, tudo esculpido em mármore, moveis em mogno, moveis em carvalho…

O cansaço é mau conselheiro quando a gente viaja.

Quando o barco aportou em frente ao monumento, me dei conta que nunca é possível imaginar previamente a grandiosidade de um palácio. O Drottiningholm foi inspirado pelo Palácio de Versalhes. Por aí, já dá para imaginar que o Palácio de Versalhes deve ser uma ignorância.

Aquele imenso bloco de 608 aposentos conta ainda com 25 diferentes áreas: estábulo, imensos jardins (três deles ingleses), pavilhões, campos, teatro particular… uma viagem.

Jardim real.

Li que se levava cerca de três horas para conhecer todo o monumento. Mas aquela altura não conseguia mais ler uma linha de descrição em inglês, ouvir um tour sequer, andar um metro que fosse, tirar uma foto enquadrada que pudesse. Só queria ir ao hotel pegar a mala e tomar o ônibus para o aeroporto, chegar em Norwich, ver casinhas normais…

Ficar se deslumbrando cansa, juro.

Antes disso, ainda precisava voltar para Estocolmo naquele vagoroso boat, que levaria 50 minutos.

Boat igual ao nosso.

Embora meu passeio pelo Drottiningholm tenha sido obscurecido pelo cansaço, recomendo fortemente que qualquer pessoa que visite Estocolmo vá ao palácio. Ele está incluído na lista da UNESCO como patrimônio da humanidade e é uma obra de arte.

O passeio de barco até o local também é recomendável – se você estiver acompanhado é melhor. É meio boring ficar 50 minutos olhando para um lago e suas margens sem ter com quem dividir isso. A não ser que você seja zen, daí é outra história.😉

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