Aprender a aprender, essa nobre tarefa

Essa é a City University London, a instituição que será minha universidade pelo próximo ano:

City University London, minha universidade

City University London, minha universidade

Estou aqui para cursar Jornalismo Interativo, um dos programas mais famosos da City. O mestrado foi criado no final de 2010 e seu sucesso se deve à alta taxa de empregabilidade dos alunos. Se eu seguirei a regra, não sei, mas é bom saber que as habilidades adquiridas pelos alunos estão sendo demandadas pelo mercado.

Somos em 14 pessoas apenas, um grupo pequeno, o que eu acho muito interessante.

Nesta primeira parte do curso, que vai até dezembro, fazemos muitas das aulas com a turma de Newspaper Journalism, um mestrado clássico da universidade. Somadas as duas turmas, somos em 53 estudantes. Deste grupo, há somente quatro estudantes internacionais: uma bielorrussa, uma francesa, uma sueca e uma brasileira (eu!). O restante é formado por alunos britânicos, de Londres e arredores.

Da biblioteca, vemos a Northamption Square, que é uma pracinha boba e fofa que tem em frente da faculdade

Da biblioteca, vemos a Northampton Square, que é uma pracinha boba e fofa que tem em frente da faculdade

As semanas são intensas, temos cerca de seis horas de aula por dia. Há vários projetos extra-classe e somos avaliados pelo que produzimos. Para cada disciplina, precisamos criar um portfólio, que encapsule o melhor de nossa capacidade intelectual.

Voltar à faculdade tem algo de extremamente interessante: os professores. Um bom professor é como derramar água num deserto de ideias adormecidas: ele as faz florescer.

E assim é uma das professoras que tenho aqui. Enquanto o jornalismo enfrenta uma crise de moralidade e de confiança no mundo todo, ela não se importa em repetir: “tenham dignidade, tenham empatia, tenham humanidade”.

Suas aulas são desafiadoras: reunidos em pequenos grupos a cada semana, produzimos trechos de reportagens sob o cronômetro e depois lemos em voz alta, de modo a submeter o conteúdo a ela e aos colegas.

Ela ouve e depois faz suas perguntas, de forma que reflitamos sobre o que produzimos e sobre o que os outros produziram. Assim aprendemos.

Há também uma cadência para as coisas acontecerem, tudo é passo a passo: teremos semanas de aula sobre como fazer uma boa introdução. E depois moveremos para o corpo da reportagem.

Na área técnica do curso, que é composta por jornalismo de dados e gestão de comunidades online, os professores são entusiasmados, técnicos, precisos, e a sensação é que isso é mesmo um sonho se tornando realidade.

Outros aprendizados

Como uma estudante internacional, eu vejo que os aprendizados vão além do acadêmico: aprendo os códigos de conduta, a melhor maneira de me posicionar e, principalmente, aprendo a enxergar as dificuldades como desafios a serem transpostos. Sério: em duas semanas de aula, acho que já entrei e saí de umas cinco crises! ha ha!

Mas, de cada “crise”, saio mais confiante. De cada trabalho concluído, me sinto mais capaz. De cada atividade em classe, me sinto mais preparada.

Aprender é bom, mas não é fácil. Exige humildade, trabalho, a disposição em colocar-se na desconfortável posição de não ser a parte que sabe.

Para mim, aprender é nobre. Quando se vê, aprendemos muito mais do que queríamos, mas nunca mais do que precisávamos.

Primeira semana de aula e todos os medos do mundo

Na última segunda-feira, 22, foi o meu primeiro dia de aula. Os medos eram variados: será que falarei bobagem, será que as pessoas são legais, será que farei amigos, será que será difícil, será que irei para a Grifinória?! Eram muitos sentimentos misturados.

Apesar da ansiedade inicial, a primeira semana foi passando de maneira lenta e intensa, de forma que, quando chegou o último dia, a sensação era de estar boiando em um mar de deadlines. Sim, me toquei, vai ser difícil para caramba. E, sim, vou aprender para caramba também.

As aulas giraram em torno de testes. Analisamos o discurso de diferentes jornais, produzimos reportagens sob a pressão do cronômetro e tivemos a visita de um figurão da indústria, Maurice Chittenden, editor noturno do The Sunday Times. Também houve encontro com ex-alunos, muito vinho branco para quebrar o gelo e até um “assignment”, algo que chocou todo mundo.

Assignment

As semanas introdutórias são conhecidas por sua mansidão. É quando os estudantes conhecem as instalações da universidade, tomam pé da grade curricular e socializam. Nada de trabalhos! Mas meu curso, ficou evidente, será denso.

O primeiro desafio da semana foi encontrar uma organização que fizesse um trabalho relevante, entrevista-la e produzir uma reportagem. Eu entrevistei a Al Madad Foundation, uma fundação que trabalha com crianças refugiadas, principalmente na Síria e no Líbano, promovendo a educação e a alfabetização.

A diretora da organização me recebeu na tarde da última quarta-feira (24) na sede da instituição, que fica na região de Westminster. Descendentes de libaneses, ela cresceu e foi educada na Inglaterra e, além de dirigir a Al Madad, é uma artista que utiliza conflitos políticos com temática. Foi muito interessante ver como uma organização que sabe que não irá mudar o mundo racionaliza ações de ajuda humanitária.

Westminster, uma região muito bonita

Westminster, uma região muito bonita

No caminho para a entrevista, uma passadinha num pequeno parque

No caminho para a entrevista, uma passadinha num pequeno parque

Na quinta (24), data da entrega da matéria, redigi o conteúdo e me senti aliviada por dar conta do primeiro “assignment”, como eles chamam por aqui.

Assim, passou a primeira semana e nada de trágico aconteceu. Só coisas boas.

A partir desta segunda (29), o curso começa para valer. O foco inicial é em prática jornalística. Faremos muitos workshops em produção de jornal e precisaremos redigir algumas dezenas de reportagens durante este primeiro módulo, que vai até dezembro. Somado a isso, teremos aulas de jornalismo de dados e de jornalismo digital. Em janeiro, o foco é em inovação em jornalismo – um módulo no qual estou extremamente interessada.

Acomodação estudantil, uma ótima escolha

Antes de eu me mudar para a minha acomodação, estava muita aflita. As perguntas na minha mente eram muitas: será que todo mundo lava a louça? Será que vai ter alguém pouco higiênico? Será que vai ter gente falando alto até de madrugada?

Somos em sete no apartamento que dividimos e, com uma pessoa com as características acima, o meu ano aqui poderia se tornar um tormento. Mas, após duas semanas aqui, posso dizer que essa foi a melhor escolha que fiz.

Nossa cozinha comunitária - aquela taça de vinho branco, claro, é minha

Nossa cozinha comunitária – aquela taça de vinho branco, claro, é minha

Há pessoas de diferentes países – Bósnia, Índia, Inglaterra, França, Brasil – cursando diferentes cursos em diferentes níveis, em busca de carreiras distintas. Há um engenheiro elétrico fazendo seu PhD, uma advogada formada em Cambridge que quer ser promotora, um graduando em Jornalismo que gosta de rádio, uma francesa que quer ser correspondente no Brasil (yeah!) e assim por diante.

Todos estão na mesma universidade e na mesma acomodação. Elogiamos e reclamamos das mesmas coisas. A sensação é ter com quem dividir problemas e alegrias.

Me sinto muito feliz e acolhida aqui!

Cada vez que vou para a cozinha comunitária cozinhar, encontro alguém. Pergunto sobre o dia da pessoa, ouço sobre o dia dela, sobre o que ela aprendeu, sobre o que está sendo difícil.

Em dias difíceis, é possível encontrar conforto. Nada é mais emocionante do que receber a ajuda de um estranho. Nem que essa ajuda seja alguém te ouvir pacienciosamente.

Houve um dia na minha primeira semana em que havia muitos nós para serem resolvidos. Para culminar aquele dia de estresse, uma aranha desceu do teto e ficou andando no meu computador. Justo uma aranha, esse inseto que me apavora. Eu desatei a chorar porque precisava matar a aranha sozinha e, por um momento, me senti distante de todas as pessoas que me amavam e que importavam para mim.

Mais tarde naquele dia fui à cozinha e encontrei um dos estudantes da casa. Ele é um indiano calmo e tranquilo. Ao me perguntar como tinha sido meu dia, desatei a contar tudo, dos nós a serem resolvidos à aranha que havia andado no meu computador. Ele então passou a me falar dos conceitos espirituais que regem a vida dos indianos.

“Não estamos aqui por acaso. Estamos aqui por algum propósito”, é o que me lembro dele ter dito. Foi como se de repente eu estivesse dentro do filme “As aventuras de Pi”. Era muita sabedoria vindo daquela pessoa que eu mal conhecia e que dizia coisas que soariam tão piegas na boca de uns, mas com tanta intensidade e crença, que me pareceu totalmente plausível tudo o que ele descrevia.

Por essas experiências, é tão legal dividir uma casa com pessoas que você nunca viu. Você vê que o destino tem suas belezas.

Eu, minha acomodação e um paraíso chamado IKEA

Eu moro em uma acomodação estudantil da minha universidade e isso tem prós e contras: algo positivo é que, se você conseguir um lugar na moradia, não precisa chegar aqui e enlouquecer no mercado de apostas que virou o mercado imobiliário londrino. Um aspecto negativo, contudo, é que você chega na acomodação e precisa comprar tudo: de travesseiro a louça.

A tarefa pode ser hercúlea para pessoas como eu, que tenho muitas dificuldades em fazer escolhas e em combinar coisas, mas, neste caso, foi facilitada por um fator que eu desconhecia até chegar aqui: o fator IKEA.

Que paraíso é esse lugar!

Quem me recomendou foi uma italiana, que encontrei no corredor da acomodação. Tínhamos nos falado por Facebook e, quando nos encontramos pessoalmente, surpresa! “Oi, eu sou A Keila!” e “Oi, eu sou a fulana! Que você vai fazer?”, “Preciso comprar itens básicos de sobrevivência”, “Eu também! Vamos na Ikea?!”.

Assim, de bate e pronto, saímos em busca do ponto de ônibus, já muito falantes, em direção ao lugar onde todos os orçamentos são bem vindos. Copo de suco a 35p, taça de vinho a 1 libra, caneca a 50p, pratos a 90p. Realmente uma festa.

O interessante é que, numa expedição assim, você descobre o quanto os seus pais precisaram ralar para comprar a louça de casa. Sobretudo, percebe que tupperware não nasce por geração espontânea e que, se você esqueceu de comprar um kit de potinhos plásticos, não vai ter um kit de potinhos plásticos te esperando dentro do armário. Ah, a dura vida de viver por si e para si!

Você também aprende a diferença, a sutil diferença, entre 5 libras e 20 libras e se dá conta que demorar 50 minutos para encontrar o produto ofertado tem importância.

Apesar da muquiranice, fiz um esbanjamento: comprei uma chaleira! 😀 Ela é linda e, quando a água está pronta, ela apita! Uma sensação.

O objeto gerou curiosidade em casa. Uma inglesa que mora na acomodação, de Liverpool, muito British indeed, teceu elogios a minha aquisição. Aproveitei a deixa para aprender a fazer o chá. Aliás, há segredos – é preciso, por exemplo, mexer o chá em determinado momento, apertar o sachê, deixar a infusão durar por dois minutos. Só depois é que pode adicionar o leite. Agora, tomada de conhecimento técnico, tenho feitos muitas canecas de chá.

Apesar da enorme sacola e de todos os itens baratos e incríveis que comprei na Ikea, a visita não bastou para eu encontrar todos os itens – não porque eles não existiam lá, mas porque eu não tinha um entendimento completo sobre o que eu precisaria de fato. Assim, passei a semana descobrindo os itens que não existiam no meu armário – infalivelmente, na hora que tinha a intenção de usá-los.

A primeira semana passou, portanto, baseada na solução de pepinos, o que incluiu também idas diversas ao supermercado, um aprendizado muito novo para mim, apesar de eu frequentar supermercados há anos. Há certas coisas com as quais temos muitas dificuldades.

Visualizo, contudo, muitos aprendizados aqui, dos mais complexos aos mais simples – como, por exemplo, ir às compras com uma lista que faça sentido.

Quatro anos depois, de volta ao Tô na Terra da Rainha!

Esse blog nasceu em 2010 quando eu estava em um intercâmbio na cidade de Norwich, no leste da Inglaterra.

Na época, eu falava da experiência com a minha host family, das visitas aos pubs e às igrejas da pequena cidade e da experiência de estudar fora pela primeira vez.

Quatro anos depois, o blog retorna à ativa. Voltei para a Inglaterra em setembro de 2014 para um mestrado na área de jornalismo de dados na City University London.

Daqui para a frente, postarei sobre minha experiência acadêmica em outro país, darei dicas sobre o que eu descobrir de bom na capital inglesa e compartilharei informações que, espero, sejam úteis para outros estudantes que queiram cursar um mestrado fora do país – ou para qualquer outra pessoa que queira saber mais sobre Londres.

Fique à vontade para ler, embarcar e comentar.

Eu tenho medo do Mesmo

Foi durante a faculdade, numa das maravilhosas aulas da professora Miriam Puzzo, que conheci um erro muito comum da língua portuguesa: o uso incorreto do adjetivo/pronome mesmo.

A professora Miriam,  nossa Pasquale Cipro Neto muito mais avançada nos conhecimentos da língua, explicou de modo sucinto que as palavras mesmo/mesma nunca, em hipótese alguma, podem ser usadas como equivalentes a um substantivo.

E tal qual o Bob, do desenho animado dos anos ’90 O Fantástico Mundo de Bob, demorei um tanto para entender aquela frase quase enigmática:

Mesmo só pode ser usado como adjetivo, não como substantivo”.

Foi quando entrei no elevador do meu antigo prédio e, ao ler o aviso aos usuários, compreendi o significado daquele enigma:

“Antes de entrar no elevador, verifique se o mesmo encontra-se parado neste andar”.

Caramba, quem é o mesmo? Que cara tem o mesmo?! Será que o mesmo morde? Que será que acontece se eu abrir o elevador e o mesmo aparecer aqui?

Apavorante.

Tão medonho que surgiu uma comunidade no orkut e um grupo no Facebook, “Eu tenho medo do mesmo”,  título que dá nome a este post.

Essa revelação durante a faculdade mudou a minha vida.

Quantas vezes, indiscriminadamente, não criamos monstros e entidades paralelas nos nossos textos ao colocar na roda dos substantivos este tão útil adjetivo? Quantas vezes não subvertemos o seu significado, quantas vezes não amedrontamos seres frágeis diante de um elevador com avisos gramaticalmente apavorantes?

Esses dias, recebo o email de um site de compras.

“Para que você possa postar o produto é necessário que o mesmo esteja bem embalado em uma caixa, envolto com papel pardo ou papel branco…”

Pensei: mas, moça, não veio nenhum mesmo com o produto…

A essa altura do post, você, que a vida inteira passou ouvindo e/ou escrevendo mesmo quando queria evitar a repetição do substantivo, achando que aquele significaria esse, pode estar bem cético. Poderia o mundo inteiro estar errado e só a professora Miriam Puzzo, certa? Seria possível que o mesmo não exista?

Ele existe. Assim:

“Esse é o mesmo elevador de ontem.”

“Coloque o produto na mesma caixa na qual foi enviado.”

“Essa dúvida é a mesma de todo mundo.”

E é classificado como substantivo pelo Houaiss assim:

“Procurou porque lhe disseram que ainda era o mesmo.”

“Viajar ou não era o mesmo para ele.”

“Isso é o mesmo que lhe dizer não.”

Espero que esse post ajude a colocar o mesmo no seu devido lugar. 😉

Como alugar carro na Europa

Na viagem que Auro e eu fizemos, de 20 dias por França, Bélgica e Alemanha, alugar um carro foi o melhor dos mundos.

Nosso roteiro incluía viajar por uma região bem peculiar, a Alsácia, onde transporte próprio significava qualidade, e firmamos o pé que alugar um carro seria uma opção acertada. E foi!

Este post será, pois, para contar como foi nossa experiência com aluguel de carros na Europa, e espero que ajude futuros viajantes.

Vou começar enumerando algumas informações importantes:

1. Não é porque você vai ficar 20 dias na Europa que alugar carro é uma boa. Pense no seu roteiro, leia bastante sobre os seus destinos e veja se sua ideia é plausível. Não é plausível, por exemplo, cobrir vários países numa mesma viagem.

2. Se for passar apenas por cidades grandes, é preferível o transporte público. Trens de alta-velocidade cortam toda a Europa, são muito práticos e com bons preços se comprados com antecedência. Os metrôs das capitais são altamente eficientes, enquanto o trânsito é caótico. Em Paris, nosso carro ficou na garagem por quatro dias.

3. Alugar um carro para ficar cortando nove, dez países não é legal. Gasolina no continente europeu é cara.

Se mesmo assim você quer alugar um carro, algumas dicas:

– Alugar um automóvel para descer da Inglaterra para o resto da Europa inclui dirigir do lado contrário e atravessar o Canal da Mancha pelo Eurotúnel, uma vez que a Grã-Bretanha é uma ilha o que a faz ser cercada de água por todos os lados.

– Aluguel de carros na França são quase o dobro do preço. É preferível optar por um destino alternativo. Mas, lembre-se: será necessário voltar com o carro para o seu destino de origem. Alugamos o nosso na Alemanha, mas fazia parte do itinerário voltar para lá.

Opte sem titubear por GPS, mas não esqueça de ficar de olho nas placas! Abaixo, foto do nosso GPS mostrando-nos a Rota do Vinho.

– Ao incluir GPS, certifique-se de que o aparelho contém todos os mapas dos lugares para onde você está indo. Em nossa viagem, esquecemos-nos deste pequeno detalhe. Isso incluiu viajar a esmo por cerca de 200km porque nosso carro só tinha os mapas da Alemanha, Polônia e República Checa. E nosso destino era o lado oposto da Europa. 😦

– Portanto, mesmo ao optar pelo indispensável GPS, tenha um Atlas Rodoviário na mala de mão. Eles nos teriam salvo de três problemas inenarráveis com o navegador. 😉

– Reservar com antecedência significa pagar (bem) mais barato. Não enrole! Na Europa, essa regra vale de verdade.

– Viajar de carro tem benefícios maravilhosos, como avistar paisagens deslumbrantes em caminhos alternativos, com a possibilidade de fazer uma parada para fotos.

– Ao escolher uma companhia de aluguel de carros, escolha empresas conhecidas. Veja algumas delas: .

Sixt
Avis

Europcar

Eurocheapo

Budget

Descontos

Operadoras de cartões de crédito e alguns pacotes bancários oferecem, gratuitamente, opções interessantes para quem viaja. A Mastercard, por exemplo, tem parceria com a Budget. Promete descontos de até 25% para seus clientes. Cheque as condições do seu contrato e veja a cobertura do benefício.

Cartões Platinum do programa Van Gogh do Santander oferecem, gratuitamente, cobertura de seguro para aluguéis de carro. Regra é a mesma: verifique condições do contrato.

Onde retirar os carros

As empresas têm um setor só para elas nos aeroportos. Munidos do seu passporte, da sua carteira de habilitação internacional (vamos falar dela mais abaixo) e do cartão com o qual você fez a reserva, dirija-se para o guichê da operadora fazer o check-in do seu veículo. Você pode ter uma sorte do cão (como a gente) e pegar um Mercedez ao invés do Fiesta que você alugou inicialmente. 😀

Carteira de Habilitação Internacional

Alguns países permitem que o turista viaje com a carteira de habilitação do país de origem anexada ao passaporte. Mas ela precisa vir com tradução juramentada – que é um saco. Se você passar por França e Alemanha, por exemplo, já ferrou: duas traduções, em duas línguas?

Achamos mais barato retirar a Carteira de Habilitação Internacional, que é retirada no Detran. A do Auro foi rápida e indolor. Custou R$ 191,62 e a nova carteira chegou pelos Correios. O triste é que ela não vale no Brasil. Só no resto do mundo todo.

Mesmo assim, recomendamos!

Para saber mais, leia essas dicas:

Europa: avião, trem ou carro?
Carro na Europa – dicas do André Lot.

E que fique claro: poder alugar um carro é uma delícia. 🙂